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33% das cidades brasileiras têm no máximo 10 respiradores mecânicos

Entenda por que aparelho é essencial no combate ao coronavírus

Quadros severos de Covid-19 causam falta de ar intensa. Sem ventiladores mecânicos, pacientes podem ter falência de órgãos.



Ventiladores mecânicos são usados para auxiliar pacientes com insuficiência respiratória. — Foto: Rodrigo Sanches/Arte G1

Aproximadamente 33% dos municípios brasileiros têm, no máximo, dez respiradores mecânicos nos hospitais públicos e privados. O equipamento é essencial para garantir a sobrevivência de pacientes com quadros severos da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, há 65.411 ventiladores mecânicos no país, sendo que 46.663 estão no Sistema Único de Saúde (SUS). Do total, 3.639 encontram-se em manutenção ou ainda não foram instalados. Não é viável prever, com exatidão, de quantos aparelhos o Brasil necessitará nas próximas semanas - dependerá do número de contaminações. Mas é possível dizer que a distribuição dos respiradores é desigual. Veja um resumo da reportagem: Em 861 cidades, há apenas um ventilador mecânico disponível. A maior parte dos equipamentos está concentrada nas capitais. A previsão de um órgão latino-americano é de que, em um cenário de baixo impacto, faltem respiradores no Brasil em 15 dias. Os respiradores são os principais equipamentos necessários para o atendimento de casos graves da Covid-19. Provavelmente, faltarão profissionais de saúde para trabalhar nas UTIs e operar os respiradores mecânicos. Nos casos graves, pacientes com o novo coronavírus têm insuficiência respiratória. Os músculos trabalham mais para garantir a troca gasosa - e, com o esforço excessivo, sobrecarregam o coração. O ventilador mecânico trabalhará para auxiliar a respiração e "empurrar" o oxigênio para dentro dos pulmões. Sem o equipamento, um paciente em estado grave pode ter falência de órgãos e morrer. Os respiradores são caros. Por isso, universidades federais estão desenvolvendo projetos de aparelhos mais baratos, que possam ser usados em situações de emergência. Segundo o Ministério da Saúde, há 65.411 ventiladores mecânicos no país, sendo que 46.663 estão no Sistema Único de Saúde (SUS). Do total, 3.639 encontram-se em manutenção ou ainda não foram instalados. Não é viável prever, com exatidão, de quantos aparelhos o Brasil necessitará nas próximas semanas - dependerá do número de contaminações. Mas é possível dizer que a distribuição dos respiradores é desigual. Veja um resumo da reportagem: Em 861 cidades, há apenas um ventilador mecânico disponível. A maior parte dos equipamentos está concentrada nas capitais. A previsão de um órgão latino-americano é de que, em um cenário de baixo impacto, faltem respiradores no Brasil em 15 dias. Os respiradores são os principais equipamentos necessários para o atendimento de casos graves da Covid-19. Provavelmente, faltarão profissionais de saúde para trabalhar nas UTIs e operar os respiradores mecânicos. Nos casos graves, pacientes com o novo coronavírus têm insuficiência respiratória. Os músculos trabalham mais para garantir a troca gasosa - e, com o esforço excessivo, sobrecarregam o coração. O ventilador mecânico trabalhará para auxiliar a respiração e "empurrar" o oxigênio para dentro dos pulmões. Sem o equipamento, um paciente em estado grave pode ter falência de órgãos e morrer. Os respiradores são caros. Por isso, universidades federais estão desenvolvendo projetos de aparelhos mais baratos, que possam ser usados em situações de emergência. Distribuição desigual Não há cidades sem nenhum equipamento. Mas, em 861 municípios, existe apenas um ventilador mecânico disponível. A maior parte dos respiradores está nas capitais: elas concentram 47% do total de aparelhos. São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife - as cinco capitais com maior quantidade absoluta - possuem 26% dos respiradores do Brasil. Levando em conta o tamanho da população de cada Estado, os que têm melhor oferta são: Distrito Federal (1.420 habitantes para cada respirador), Rio de Janeiro (2.303), São Paulo (2.490), Mato Grosso (2.503) e Espírito Santo (2.760). As situações mais críticas, em que o número de habitantes para cada respirador é maior, estão nos seguintes locais: Amapá (9.122 moradores para um aparelho), Piauí (7.285), Maranhão (6.677), Pará (6.139) e Alagoas (6.087). Segundo o Ministério da Saúde, há a expectativa de adquirir 17 mil respiradores. "Já adiantamos uma possível compra de 8 mil deles. Daria para acalmar São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, as capitais", afirmou o ministro Luiz Henrique Mandetta, durante coletiva de imprensa na quarta-feira (1º). Ele ressaltou que não é possível assegurar que todos esses equipamentos serão entregues - de acordo com o ministro, a disputa pelos aparelhos é grande. Mesmo depois da assinatura do contrato, alguém oferece mais dinheiro ao fornecedor e compra os aparelhos por um preço mais alto. * Por Luiza Tenente, G1.

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