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A pandemia ainda não acabou

Especialista diz que queda em média móvel não é um 'liberou geral' e pede para manter cuidados



Movimentação pela orla da cidade (Praia Vermelha à esq. Praia do Leme à direita): barracas, aglomerações e muita gente sem proteção

Foto: Gilvan de Souza / Agencia O Dia


Sábado (13\09), com termômetros nas alturas (38° C) e a média móvel em queda (44%). Nas praias Vermelha e da Urca, no bairro de mesmo nome, praticamente toda faixa de areia estava ocupada. Ainda na Zona Sul do Rio, do Leme até Copacabana, a visão não era diferente. Várias pessoas aglomeradas e outras tantas sem máscara. Hoje, o cenário não deve ser diferente com a previsão de máxima chegando à casa dos 36°C.


"Os números ainda são altos. Ainda falamos do Rio de Janeiro de mais de 60 óbitos por dia. Devemos lembrar sempre que a doença continua. Que pode ser grave, que ainda não existe um tratamento específico. E que, principalmente, pessoas que tenham algum fator de risco (obesidade, idosos, diabéticos, hipertensos) são pessoas que podem ter a doença com mais complicação e maior chance de óbitos", alerta ela. "Definitivamente, a queda do numero não é liberação para atividades normais. Precisamos manter os mesmos cuidados. Ainda não temos vacina, nem tratamento específico eficaz", acrescenta.


Para a especialista, principalmente agora com a diminuição de casos, as pessoas começam a relaxar. "Isso faz com que os comportamentos beirem a irresponsabilidade. O vírus não entende decreto, a pandemia ainda não acabou, a doença ainda está entre nós e pode ser grave. Se não para você, para alguém que você ama. Ou para quem você não conheça, mas que é o amor de alguém. São esses os cuidados que todos devemos ter em mente até que a vacina chegue e seja distribuída com segurança", frisa.


Chyristina ainda chama atenção para o fato de que esse tipo de comportamento desrespeitoso não é exclusivo do brasileiro, mas global.


"Aqui isso é mais exacerbado por conta dos exemplos incoerentes. Pessoas orientando que é importante usar máscara e o chefe do poder executivo não usava e provocava aglomerações. Isso influencia comportamentos. Apesar da doença ser nova e de difícil controle, parece que é muito mais difícil controlar o comportamento das pessoas", pontua.


* Mas o que é média móvel?


A média móvel é calculada a partir da soma das mortes registradas nos últimos sete dias. Depois de somadas, é preciso dividir essa quantidade por sete. A partir da média é possível perceber se as mortes causadas pelo novo coronavírus aumentaram, estão estáveis ou diminuíram.


"A covid-19 tem até 14 dias para manifestar sintomas. Faz-se sempre uma comparação da média móvel de hoje com a de 14 dias passados. Assim, consegue perceber se de fato existe uma tendência de queda, estabilidade ou aumento do número de casos, tudo a partir da leitura da média móvel", diz Chrystina Barros, pesquisadora em saúde do CESS/UFRJ.


* https://odia.ig.com.br/Por Gabriel Sobreira.


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