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Análise: goleada ajuda a resgatar confiança no Fluminense após eliminação, mas não pode iludir


Pressionado por queda na Copa do Brasil, time de Odair Hellmann goleou Coritiba por 4 a 0 pelo Brasileirão, em jogo que alternou controle com momentos em que foi pressionado e levou sustos


Nada como uma vitória elástica após uma eliminação doída para resgatar a confiança no futebol. A goleada do Fluminense por 4 a 0 sobre o Coritiba pelo Brasileirão, quatro dias depois da eliminação na Copa do Brasil, mostrou um rápido poder de reação do grupo comandado pelo técnico Odair Hellmann.


A forma como o placar foi construído, porém, com altos e baixos ao longo dos 90 minutos, mostra que o time ainda precisa ter mais consistência durante os jogos, principalmente se quiser fazer frente a equipes mais fortes e brigar na parte de cima do campeonato. Com a vitória, o time subiu para a 7ª posição, com 14 pontos.



Odair Hellmann abraça Felippe Cardoso em vitória do Fluminense — Foto: André Durão


Primeiro, é preciso fazer algumas considerações para analisar a partida disputada no estádio Nilton Santos na noite desta segunda-feira. É preciso ressaltar que o Flu foi para o jogo com nove desfalques por Covid-19, entre atletas do grupo principal e do Sub-23, quatro deles titulares ou que disputam vaga no time (Luccas Claro, Calegari, Luiz Henrique e Marcos Paulo), além de ausências como Digão e Yuri, por lesão.


Outro fator é que o grupo e o técnico vinham pressionados pela decepcionante eliminação para o Atlético-GO na Copa do Brasil, na última quinta-feira. É preciso lembrar ressaltar a fragilidade do adversário. Recém-promovido à Série A, o Coritiba é uma das equipes mais limitadas tecnicamente deste Brasileirão.


Dito isto, vamos ao jogo. O placar expressivo pode indicar que o Fluminense tenha tido muita tranquilidade para vencer a partida. Mas não foi exatamente isso que aconteceu.


O Tricolor, é preciso destacar, fez um excelente começo de jogo. Abriu o placar logo aos 7 minutos em um golaço de Michel Araújo, manteve a intensidade apesar da vantagem e quase chegou ao segundo em duas ocasiões, com Nino, aos 13, e com Wellington Silva, aos 17.


Porém, tirou o pé na segunda metade da etapa inicial e deixou o Coritiba crescer no jogo. Até então inofensiva, a equipe paranaense quase empatou aos 29 com Matheus Bueno e perdeu uma chance absolutamente inacreditável aos 41, com Robson.


Este panorama seguiu após o intervalo. Aos 9 minutos, o mesmo Robson acertou a trave. Tudo mudou, porém, a partir dos 15 minutos. O contestado Felippe Cardoso, que havia acabado de entrar no lugar de Fred, recebeu um bom passe em velocidade, tirou do goleiro e fez o segundo. O gol desmobilizou o Coritiba e trouxe tranquilidade para o Flu, que voltou a ditar o ritmo e foi construindo a goleada, com Nino aos 26 e Ganso, de pênalti, aos 40.


Foi uma partida que serviu para dar confiança a jogadores contestados ou que estavam em má fase, como Muriel e Nino. Serviu também para encerrar longos jejuns de gols de nomes como Ganso e Felippe Cardoso. Além de ter dado oportunidade para alternativas, como o caso de Danilo Barcelos na lateral-esquerda, mostrarem serviço. O ex-Botafogo, inclusive, deu mais segurança ao setor que o concorrente Egídio.


Por outro lado, é preciso que o placar elástico não iluda Odair, jogadores e torcedores. Obviamente, é quase impossível manter intensidade e controle do jogo durante os 90 minutos, principalmente com esta sequência insana de jogos. Porém, é notório que a equipe ainda precisa evoluir em diversos aspectos se quiser brigar na parte de cima da tabela no Brasileirão, última competição que resta na temporada.


A falta de intensidade no primeiro combate com os já veteranos Nenê (39 anos) e Fred (36 anos) dificulta estratégias de marcação sob pressão. A pouca mobilidade do camisa 9 no ataque restringe jogadas em profundidade apenas pelos lados. Voltando à parte defensiva, como Wellington Silva e Michel Araújo têm funções muito ofensivas, a segunda linha de marcação vira e mexe fica pouco povoada, com apenas Dodi e Hudson. Este último, aliás, tem enfrentado dificuldade para acompanhar a marcação e fazer as coberturas.



Fred, atacante do Fluminense — Foto: Lucas Merçon / FFC


Situações que fazem o Flu ter certa dificuldade de criação na frente e ficar um pouco mais vulnerável atrás. Contra um adversário mais qualificado provavelmente o time poderia ter sofrido mais durante o jogo, correndo o risco de não obter um placar favorável como conseguiu.



Hudson em Fluminense x Coritiba — Foto: Lucas Merçon / FFC


Situações que fazem o Flu ter certa dificuldade de criação na frente e ficar um pouco mais vulnerável atrás. Contra um adversário mais qualificado provavelmente o time poderia ter sofrido mais durante o jogo, correndo o risco de não obter um placar favorável como conseguiu.


No próximo domingo, o Fluminense volta ao Nilton Santos, desta vez para enfrentar o dono da casa, Botafogo. Uma grande oportunidade para mostrar que o resultado desta segunda-feira não foi por acaso e que o Tricolor pode sim conseguir a consistência necessária para ser competitivo no Brasileirão.


* https://globoesporte.globo.com/Por Felipe Siqueira — Rio de Janeiro.


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