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Assembleia do Sepe decide pela manutenção da 'greve pela vida' na rede estadual

Profissionais de educação vinculados ao Sepe se reuniram neste sábado; Governo do Rio anunciou volta às aulas na rede estadual para o dia 19 de outubro



Retorno das aulas no Rio de Janeiro - Reginaldo Pimenta


Rio - O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe RJ) decidiu, após 6h de assembleia neste sábado, pela manutenção da "greve pela vida", movimento a favor da permanência dos professores em ensino remoto por conta da pandemia. Na sexta-feira (9), o governo do Rio anunciou a volta às aulas na rede estadual para os alunos do 3º ano do Ensino Médio.


Segundo o sindicato, a maioria dos profissionais da rede estadual são contra a retomada das aulas presenciais. O estado conta com cerca de 60 mil professores. "Em geral, as pessoas são contra porque elas têm a noção de que o retorno, na maneira como está acontecendo, não vai resolver o problema do ensino do ano. Ou seja, além da falta de tempo para repor as aulas, não há planejamento pedagógico para esses dois meses. As pessoas são contra por acharem ineficaz nesse atual momento. Mas sobretudo porque não querem colocar a vida em risco. A Covid-19 não infecta só idosos, nem só quem tem comorbidade. As pessoas não querem arriscar mãe, pai ou filho", analisou Gustavo Miranda, coordenador do sindicato.


Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, o governo do Rio anunciou a volta às aulas para o dia 19 de outubro. As outras séries não retornam às salas esse ano. Entre os educadores, a exceção para o retorno são os servidores com mais de 60 anos, além de gestantes, mulheres que acabaram de ter filho e pessoas com doenças crônicas, por estarem no grupo de risco da covid-19. Os professores deverão preencher uma autodeclaração detalhando os motivos para a permanência em casa. Os que voltarem a lecionar nas salas de aula receberão horas extras, a Gratificação por Lotação Prioritária (GLP). "Quem é do grupo de risco não precisará voltar. Basta uma autodeclaração. E a secretaria pretende repor esses professores", afirmou Cláudio Castro.


* Sindicato de escolas particulares do município também mantém greve


Pela sétima vez, em 99 dias, professoras e professores decidiram não retornar as atividades presenciais nas escolas, mantendo o ensino remoto nos estabelecimentos do setor privado de ensino do Município do Rio, Itaguaí, Paracambi e Seropédica. Segundo o estabelecido na reunião, o retorno acontecerá somente com garantia das autoridades da Saúde, com base em rígidos protocolos de segurança. No entanto, foi aprovada a realização de uma nova assembleia no dia 17 de outubro, às 14 horas.


* https://odia.ig.com.br/.

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