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Brasil é a maior pedra no sapato no jejum argentino



Belo Horizonte - O divã que serve lá, serve cá. Brasil e Argentina se enfrentam hoje, às 21h30, no Mineirão, pela semifinal da Copa América, com mágoas mal resolvidas de ambos. Os hermanos amargam 26 anos de jejum e cinco desgostos foram causados pelos pentacampeões, quatro deles nas Copas Américas de 1995, 1999, 2004 e 2007. Eles sentem o mesmo gosto amargo que a defesa de Tite conhece quando pega Messi nos clubes. Ao menos a seleção pode servir de escape para as frustrações dos brasileiros.


O goleiro Alisson é uma exceção. As duas derrotas que sofreu para Messi nos clubes foram o trampolim para viradas épicas no mata-mata da Liga dos Campeões. Primeiro, com a Roma. Depois, veio o Liverpool, que foi campeão europeu na temporada recém-concluída.


— Cada partida tem sua história. Felizmente foram duas histórias vencedoras para o meu lado — disse o goleiro, que pela seleção não perdeu para o craque.


Thiago Silva e Marquinhos não podem dizer o mesmo. Eles participam do mesmo projeto ambicioso do PSG, cujo sonho é vencer a Liga dos Campeões. Mas enfrentar Messi traz traumas. Dessa lista fazem parte atuações históricas, como a goleada por 6 a 1 que deu a classificação o Barcelona sobre o PSG na oitavas de final da temporada 2016/2017.


— É sempre muito difícil enfrentá-lo. É um jogador que, por mais que você estude, nunca vai entender a qualidade que ele tem. Ele vai e tira outra coisa da cartola. Esse é o diferencial dele — analisou Thiago Silva.


Filipe Luís foi quem mais sofreu nas mãos de Messi: são 13 derrotas, nove empates e só duas vitórias em 24 partidas por clubes europeus. Messi fez 15 gols nesses jogos. Ontem, Tite não quis revelar se o lateral terá mais uma oportunidade de enfrentar o camisa 10 hermano. Filipe Luís saiu do jogo contra o Paraguai ainda no intervalo, não treinou no sábado, mas fez ontem o segundo dia de atividades no campo.


— Eu sei a escalação, mas não falo. Não se anula Messi. Não. Pode-se diminuir as ações dele. Mas não pode se neutralizá-lo — disse Tite.


Fantasma que ronda


Tite não conseguiu escapar da pergunta na coletiva: o Brasil retorna ao Mineirão e novamente é cobrado pelo 7 a 1 imposto pela Alemanha, na Copa do Mundo de 2014. O estádio é o mesmo e com outras coincidências.


A partida também acontecerá numa terça-feira, o jogo também vale por uma semifinal de competição, assim como foi no Mundial, e o mês é o mesmo — julho.


Acima de tudo, um fator dentro de campo se repetirá: mais uma vez a seleção não poderá contar com Neymar. Desfalque no 7 a 1, ele foi cortado antes do começo da Copa América por lesão.


Às vésperas da partida, Tite admite que as noites de sono já não são as mesmas. A preocupação com a Argentina não sai da cabeça. A goleada sofrida em 2014 passa longe de ser uma prioridade, segundo ele.


— Temos o 7 a 1, temos a derrota para o Uruguai na Copa do Mundo de 1950, mas temos também as vitórias da seleção. Escolhemos o capítulo que queremos rever — destacou o treinador.


Tite afirmou ainda que a rivalidade entre Brasil e Argentina, das maiores do mundo, ocorre pela grandeza e pela admiração que as duas escolas nutrem.


* Extra/Globo/Bruno Marinho e Igor Siqueira.


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