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Cuidado com a flexibilização: especialistas orientam sobre as medidas de prevenção


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Com a reabertura do comércio, os cuidados de prevenção ao coronavírus devem ser redobrados. Professores da Faculdade de Medicina da UFMG respondem dúvidas sobre o que fazer ao sair ou retornar para casa e ressaltam que o isolamento social ainda é a melhor medida


Já se passaram mais de cinco meses de quarentena e, agora, as fases de flexibilização estão avançando cada vez mais em diversas cidades. Mas, a abertura do comércio, volta do trabalho presencial e até o funcionamento de bares ou outras opções de lazer não significam que a pandemia passou. O novo coronavírus ainda mata cerca de mil pessoas por dia só no Brasil, marcando família e amigos das mais de 120.000 vidas interrompidas até o momento.


Para que esse cenário não seja ainda pior, professores da Faculdade de Medicina orientam sobre as medidas de prevenção, respondendo algumas dúvidas da população.


“A hora ainda é de muito cuidado e a primeira medida de precaução é sair só quando necessário. Então, quem pode não sair, é preferível que não saia. Sabemos que isso é complicado em dois níveis: para pessoas que tem casa, essa situação é ruim e cansativa; e há as pessoas em que essa situação é difícil até na questão da alimentação, de ter dinheiro para sobreviver…”


(Dirceu Greco, professor do Departamento de Clínica Médica e Emérito da UFMG).


Ele ressalta que a pandemia tem escancarado as disparidades presentes na população e, pensando nas centenas de milhares de mortes, bem como nas famílias com integrantes que não podem deixar de sair de casa, a questão é “como mitigar o risco de contágio e disseminação do coronavírus”.


“A flexibilização recente não é sinal de alegria, mas que estamos caminhando. Lembrando que um dos marcadores que tem sido utilizados pelo poder público para essa possibilidade são os leitos disponíveis, para onde vão pessoas que ficam muito doentes e consequentemente, com risco de morte. Então este marcador não permite visão abrangente de como está a pandemia, pois não leva em consideração o número de casos novos, por exemplo”, argumenta Greco.


Outro ponto importante para manter a precaução quanto a possíveis exposições ao novo coronavírus, segundo o professor, é que quanto mais tempo evolui a pandemia, mais qualificados os profissionais de saúde ficam para atender quem precisa dos cuidados mais intensivos. E a mortalidade tende a diminuir.


“Outra questão é que até o momento não há um medicamento que tenha se mostrado eficaz em estudos clínicos controlados para tratar a infecção pelo Sars-cov-2, a não ser dois usados já para a fase grave da doença (dexametasona e redemsivir). Assim, é mais uma razão para evitar exposição ao risco de infecção neste momento. Isso pode ser modificado quando houver acesso a tratamento farmacológico eficaz ou a vacina que se mostrar capaz de prevenir a infecção”, explica Dirceu Greco


* Fontes:


Dirceu Greco: médico infectologista e especialista em Imunologia Clínica, presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina e Emérito da UFMG.


Lilian Diniz: médica infectologista pediátrica e professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina


Mateus Westin: médico infectologista, preceptor do Ambulatório de Doenças Infecciosas CTR-DIP Orestes Diniz e professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina


Unaí Tupinambás: médico infectologista, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina, membro dos comitês de enfrentamento da covid-19 da Prefeitura de Belo Horizonte e da UFMG


Redação: Giovana Maldini (estagiária de jornalismo) e Deborah Castro


* https://www.medicina.ufmg.br/.


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