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Em pior jogo ofensivo do Botafogo, Gatito volta a ser imprescindível

Time de Autuori finaliza apenas quatro vezes durante toda a partida contra o Santos e vê o goleiro paraguaio realizar três defesas difíceis nas 22 finalizações dadas pelo adversário


Por mais que o placar de 0 a 0 dê a entender que o empate entre Botafogo e Santos tenha sido ruim, os números de finalizações na partida parecem mostrar o contrário. Ao todo, os times tentaram acertar o gol adversário 26 vezes, mas há uma grande dicotomia entre os lados. Os donos da casa chutaram (ou cabecearam) para o gol santista apenas em quatro oportunidades.


O baixo número chama a atenção por si só. Mas também é necessário destacar o fraco desempenho ofensivo do time na noite do último domingo porque essa foi a partida em que o Botafogo menos finalizou em toda a competição. Esse número, aliás, difere bastante do que Marcelo Benevenuto (um dos melhores em campo atrás de Gatito Fernández) disse depois do apito final.


"Ficou com gosto de derrota. Pelo que apresentamos em campo. Mandamos no jogo. A equipe foi bem intensa. O que faltou foi o gol."



Para Marcelo, o Botafogo foi senhor do jogo, mas os números vão de encontro ao que disse o zagueiro

— Foto: André Durão / ge


Faltou gol porque faltou chutar a gol para o time que tem o terceiro pior ataque da competição. No primeiro tempo o Botafogo conseguiu mostrar lucidez quando pôs a bola no chão e saiu jogando, principalmente com Caio Alexandre. O volante de 21 anos vinha sendo criticado com razão pelas performances abaixo do que se espera dele, principalmente na função de um primeiro volante. No domingo, deu mostras do que sabe fazer com a bola no pé ao dar um passe que Davi Araújo não conseguiu transformar em gol.


Davi, inclusive, foi um dos principais jogadores do Botafogo no primeiro tempo, mas caiu de produção no segundo. Estreante entre os titulares, deu esperanças para a torcida. Ele não era o único a fazer a primeira partida entre os 11 iniciais de Paulo Autuori. O colombiano Rentería também jogou pela primeira vez como titular e mostrou uma pegada mais forte ao meio de campo alvinegro, o que era objeto de reclamação da torcida com o esquema de três zagueiros.


Por mais que as poucas chegadas ao ataque sejam motivo de preocupação, há de se exaltar também o trabalho defensivo para além das defesas de Gatito Fernández. A zaga alvinegra conseguiu anular o desempenho de Marinho, que é um dos destaques do Campeonato Brasileiro e estava em mais de três milhões de times no Cartola. Como o atacante caía mais pela direita de ataque, essa incumbência ficou a cargo principalmente de Victor Luís e Kanu, que não deixaram a desejar.


Mas o ataque deixou. Depois de duas partidas de brilho, Matheus Babi não foi decisivo e mal tocou na bola. A dupla com Kalou tampouco surtiu o efeito desejado porque o marfinense não conseguiu aproveitar as chances que teve. Se Davi Araújo fez boa partida no primeiro tempo e caiu no segundo, Rhuan não conseguiu dar o mesmo volume.


A explicação por trás dos problemas pode estar no curto elenco alvinegro. Autuori já disse algumas vezes que pretende colocar em campo os jogadores que estiverem melhor fisicamente. O problema é que mesmo esses mais aptos a jogar também estejam desgastados, e foi o que pareceu com a equipe como um todo nos 45 minutos finais.



Botafogo foi ameaçado com frequência e por pouco não saiu do jogo com a derrota

— Foto: André Durão / ge


* https://globoesporte.globo.com/Por Davi Barros — Rio de Janeiro.



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