• Jornal Esporte e Saúde

Fumar pode agravar a covid-19 e potencializar disseminação do vírus

Tabagistas estão no grupo de risco da covid-19 e, caso estejam infectados, expelem ainda mais gotículas contaminadas ao soltar fumaça



Fumante com covid-19 potencializa transmissão do coronavírus ao soltar fumaça

Pixabay



O tabagismo coloca fumantes no grupo de risco da covid-19. Isso acontece porque o consumo de tabaco é causa direta de doenças pulmonares e aumenta o risco de complicações cardiovasculares. Além disso, quem fuma e já está com a doença causada pelo novo coronavírus potencializa sua disseminação, de acordo com o pneumologista Elie Fiss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.


Ele explica que gotículas são expelidas quando uma pessoa solta o ar, e é por meio delas que ocorre a transmissão do novo coronavírus.


"Se o fumante está com covid-19 e vai fumar, quando ele estiver soltando a fumaça, vai soltar também o vírus, que acaba se espalhando por todo o ambiente", descreve. "É uma questão de lógica. Se você tosse e espirra, está transmitindo. Imagine soltando toda a fumaça, você está transmitindo 100%", completa.



Ele destaca que a disseminação é ainda maior em ambientes fechados e sem ventilação. Na terça-feira (7), a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu "evidências emergentes" de transmissão do novo coronavírus pelo ar, o que contribuiria ainda mais para o contágio nesse contexto.


Esse reconhecimento aconteceu depois que 239 especialistas de 32 países delinearam indícios que mostram que partículas flutuantes do vírus podem infectar pessoas que as inalam. No entanto, Fiss faz ressalvas sobre essa possibilidade. "Eu tenho minhas reticências, prefiro aguardar mais pesquisas científicas", pondera.


- "Se o fumante está com covid-19 e vai fumar, quando ele estiver soltando a fumaça, vai soltar também o vírus, que acaba se espalhando por todo o ambiente", descreve. "É uma questão de lógica. Se você tosse e espirra, está transmitindo. Imagine soltando toda a fumaça, você está transmitindo 100%", completa.


Ele destaca que a disseminação é ainda maior em ambientes fechados e sem ventilação. Na terça-feira (7), a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu "evidências emergentes" de transmissão do novo coronavírus pelo ar, o que contribuiria ainda mais para o contágio nesse contexto.


Esse reconhecimento aconteceu depois que 239 especialistas de 32 países delinearam indícios que mostram que partículas flutuantes do vírus podem infectar pessoas que as inalam. No entanto, Fiss faz ressalvas sobre essa possibilidade. "Eu tenho minhas reticências, prefiro aguardar mais pesquisas científicas", pondera.


Sobre a possibilidade de fumantes passivos também estarem mais suscetíveis a complicações da covid-19, Fiss diz que "eventualmente, isso pode acontecer", mas enfatiza que não existem evidências científicas. "Independente de qualquer coisa, quem convive com fumantes tem mais infecções respiratórias", afirma.


- 'Procure tratamento urgente'

Em meio à pandemia de covid-19, o conselho do médico para fumantes é "procurar urgentemente um tratamento médico para parar de fumar".


O tabagismo é considerado a maior causa evitável isolada de adoecimento e morte precoce em todo o mundo, segundo a Sociedade Americana contra o Câncer.


No Brasil, a dependência à nicotina mata 156.216 pessoas por ano - o que corresponde a 428 mortes diárias, aponta pesquisa feita em 2017 pelo Instituto de Efetividade Clínica e Sanitária, que reúne países da América Latina.


Desse total, 35 mil mortes são causadas por doenças cardíacas e 10.812 por AVC (acidente vascular cerebral), problemas que também deixam as pessoas mais vulneráveis aos efeitos da covid-19.

* Brenda Marques, do R7.


4 visualizações

Receba nossas atualizações

  • Ícone do Facebook Branco
  • Ícone do Twitter Branco

© 2023 por JORNAL ESPORTE SAÚDE. Orgulhosamente criado com CRIATIVA WEB & PUBLICIDADE