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Funcionalismo do Rio terá mais defasagem salarial pela frente

Sem reajuste desde 2014, categorias do Rio vão amargar congelamento até 2021, após votação de quinta-feira na Câmara dos Deputados



Paulo Guedes alegou risco de prejuízo aos cofres públicos e Rodrigo Maia falou em "controle de gastos"

Foto: - José Cruz/Agência Brasil


A decisão da Câmara dos Deputados de manter o veto presidencial à possibilidade de reajuste aos servidores do país, até o fim de 2021, levará o funcionalismo estadual do Rio a ficar, pelo menos, sete anos sem correção salarial. A última reposição que a maioria das categorias teve foi em 2014. Segundo o Dieese, somente daquele ano até junho de 2019, o congelamento representa 32,86% de defasagem na remuneração.


Para o Fórum Permanente dos Servidores do Estado (Fosperj), com a votação, o Parlamento colabora com a precarização dos serviços públicos: "É lamentável a narrativa sobre a suposta necessidade de se congelar salários como forma de se combate a pandemia ou a crise fiscal".


"Primeiro porque no Rio a defasagem já chega a pelo menos 40%, pois estamos desde 2014 sem reajuste inflacionário. Segundo porque não existe aumento de gasto com servidores, o que se tem é diminuição constante dos gastos e dos serviços públicos", argumentou.


- Câmara seguiu governo Bolsonaro


O resultado da votação na Câmara foi fruto de articulações entre o Planalto e o Parlamento. O 'acordão' foi fechado ao longo da tarde de quinta-feira, um dia após o Senado derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro, e assegurar a possibilidade de aumento para a saúde e educação.


Horas antes da votação na Câmara, o ministro da Economia, Paulo Guedes, alegou rusco de prejuízo de R$ 120 bilhões. E entrou em guerra com os senadores, ao dizer que eles "cometeram um crime contra o país".


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), articularam também. Após a votação, Maia disse que o resultado mostra compromisso do Congresso com o controle de gastos públicos.


- Contrapartida


A proibição de aumento salarial e progressão nas carreiras foi condição colocada pelo governo federal no pacote de socorro de R$ 125 bilhões aos entes federados para o combate à pandemia. Mas o Congresso blindou desse impedimento algumas áreas, como saúde, assistência social, educação, segurança, limpeza urbana e outras. Bolsonaro vetou esse item.


Na quarta-feira, o Senado derrubou o veto e liberou apenas para saúde e educação. Coube à Câmara dar a palavra final, e os deputados seguiram o veto do governo.


* https://odia.ig.com.br/colunas/servidor/Por PALOMA SAVEDRA.





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