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Livro conta a história de 'guardiões da alma carioca'

Trajetórias de 14 pessoas "que se preocupam com o próximo" na cidade do Rio de Janeiro são narradas em obra de Aydano Motta



Marcela da Matta, ativista e produtora musical, é destaque no livro - Paulo Marcos/DIVULGAÇÃO.


Rio - É possível captar o mais singelo e puro espírito carioca numa metrópole cada dia mais embrutecida e intolerante? O jornalista Aydano André Motta conseguiu. Amanhã, ele lança, às 19h, na Casa Porto. no Largo São Francisco da Prainha 4, o livro 'Necessários Guardiões da Alma Carioca'.


Com 176 páginas, fotos de Paulo Marcos, e design de Télio Navega, a obra, das editoras Parideira Cultural e Portunhol, retrata 14 perfis de pessoas que se preocupam com o próximo no Rio.


"Sylas Andrade, um dos editores, me encomendou um livro sobre o Rio. Difícil, numa cidade de cotidiano tão duro. Decidi contar a história de personagens que dedicam a vida, ou parte dela, a fazer o bem", resumiu Aydano, de 54 anos, e 32 de profissão. "O livro traz homenagem a uma guardiã inesquecível: Marielle Franco (vereadora assassinada a tiros ano passado, junto com o motorista Anderson Gomes)".


Para chegar aos 14 personagens, Aydano, que viveu situações emocionantes de superação, com passagens hilárias, conta que fez extensa pesquisa, de onde foram selecionadas 30 histórias. "Em seguida, fomos depurando, com a diversidade como critério, com gente de todos os lugares, gêneros, idades e atividade".


No livro está a trajetória também do engenheiro Silvério Morón, que dá aulas gratuitas de Física e Matemática numa praça de Botafogo. A advogada Maria Eduarda Aguiar da Silva, que luta contra a homofobia e a transfobia, é outro destaque.


A história de Regina Tchelly, que de doméstica virou chef sustentável, transformando sobras de alimentos em pratos surpreendentes, é exaltada. Assim como a de Marcela da Matta, produtora de novos talentos no funk e no rap, da Fazenda Botafogo.


Também estão no livro, figuras queridas por moradores e turistas, como o pastor Henrique Vieira, que denuncia "coronéis da fé"; Tia Maria do Jongo, que mantém o Jongo da Serrinha, aos 98 anos; Alfredinho do Bip-Bip, dono do bar ícone de Copacabana; Eliana Sousa Silva, educadora e ativista que criou e mantém a ONG Redes da Maré; o babalaô Luiz Antonio Simas, um dos mais importantes intelectuais cariocas da atualidade, que colhe saberes em bares, terreiros, escolas de samba e ruas, e Tião Santos, presidente da Cooperativa dos Catadores de Jardim Gramacho, do documentário 'Lixo Extraordinário'.


Maria Eduarda Aguiar, primeira advogada transexual a usar o nome social na carteira da OAB, também está na obra, que traz ainda Jessé Andarilho, escritor e ativista cultural; Otavio Livreiro, que criou biblioteca no Alemão; Ivan Sant'Ana, neurocirurgião e chefe da emergência do Miguel Couto, e Marquinhos de Oswaldo Cruz, criador da Feira das Yabás e o Trem do Samba.


"Espero que as pessoas fiquem mais fraternas e generosas com esses exemplos. O Rio precisa", disse Aydano.


* O DIA/Por FRANCISCO EDSON ALVES.





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