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Museu de Macaé homenageia ferroviários



Com música instrumental interpretada por professores da Escola Municipal de Artes Maria José Guedes (Emart) remetendo o público à nostalgia, foi aberta, na noite de terça-feira (30), no Solar dos Mellos – Museu da Cidade de Macaé, a edição especial do ‘Café Literário’ comemorativo do Dia do Ferroviário, celebrado nesta dada. Uma Roda de Conversa com ferroviários aposentados, “contação de causos”, mostra fotográfica, bibliográfica e de peças do acervo ferroviário, sarau de poesia e estandes de gastronomia e artesanato também fizeram parte da programação.

Participaram da Roda de Conversa os ferroviários aposentados: Lauro Martins, o octogenário Ney Almeida Rosa e Alex Medeiros, representando o movimento ‘Ferrovia Viva’. Durante o sarau de poesias, coordenado por Gerson Dudus do grupo ‘Língua do P’, foram apresentados trechos do ‘Relatório da Comissão da Verdade’ com enfoque nas perseguições políticas sofridas por ferroviários de Macaé engajados em movimentos sociais.

"É um grande prazer receber os ferroviários e sua história, que é também a da cidade, no museu de Macaé. É uma oportunidade de dividirmos estas memórias com estudantes e com as novas gerações que vieram prestigiar a categoria em seu dia comemorativo. A cidade só tem a agradecer pela contribuição dos ferroviários", disse o secretário de Cultura, Thales Coutinho.

Curiosidades sobre a história dos trilhos que marcam a cidade, passando pelo Liceu Ferroviário, foram o centro da homenagem a trabalhadores da atividade que é parte da cultura imaterial do município desde 1873. Também a antiga Estação Conde de Araruama, homônima à rua onde está localizado o museu da cidade, é identidade cultural de Macaé. O prédio atual foi inaugurado pelo Presidente Juscelino Kubitscheck, em 1957. Até o início dos anos 1980, trens de passageiros vindos do Rio de Janeiro e de Niterói utilizavam a ferrovia e a estação.

"A ferrovia trouxe muitos avanços para Macaé, como a luz elétrica, o telégrafo e ainda o desenvolvimento econômico impulsionado pelos salários dos ferroviários. A categoria foi também responsável por movimentos sociais, como mutirões realizados para abastecimento de água em diversos bairros", destaca Alex Medeiros.

O ‘Café Literário’ aconteceu excepcionalmente em uma terça-feira para prestigiar os ferroviários pelo seu dia. Mas este projeto cultural é realizado pela Secretaria de Cultura, no Solar dos Mellos, a cada última quarta-feira do mês, com entrada franca.


* Comunicação Macaé/Jornalista: Andréa Lisboa/Fotos: Andréa Lisboa.






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