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Não é não': Fafá de Belém exalta campanha contra assédio durante show no Fogo e Paixão


Público acompanha show de Fafá de Belém no Fogo e Paixão Foto: Daniela Kalicheski / Agência O Globo.


A cantora Fafá de Belém se apresentou no trio elétrico do bloco Fogo e Paixão. Por cerca de uma hora a cantora exaltou o brega, falou da beleza do carnaval carioca e aproveitou para lembrar a importância do respeito à campanha "Não, é não".


— O carnaval do Rio é lindo, todo mundo fantasiado em todos os lugares. No metrô, no busão e na rua. Isso é lindo, vamos seguir respeitando essa tradição.


No palco Fafá falo lembrou os milhares de foliões que é importante pular sem assediar e mandou um recado de união entre as mulheres:


— Não, é não, gente! Repeito. A gente tem que, cada vez mais, abraçar as amigas. Ninguém solta a mão de ninguém — destacou a cantora que deixou o palco para ir a um bloco em São Paulo.


Com o fim da apresentação o público entoou gritos de "fora Crivella" em revolta com o prefeito da cidade.


O Bloco Fogo e Paixão reúne milhares de pessoas no Largo do São Francisco de Paula, no Centro. O bloco, que completa nove anos em 2019, brinca carnaval este ano com o tema "Brega é cultura, cultive com amor". A empresária do bloco, Nathalia Guimarães explica que o objetivo é reafirmar o brega:


— Queremos reafirmar a breguice e o amor. Trazemos novas músicas do repertório. Estamos ainda mais bregas — brinca.


A grande atração do Fogo e Paixão foi a apresentação de Fafá de Belém, cujo show foi acompanhado por cerca de 25 mil pessoas que pularam em volta do largo, de acordo com organizadores.


Cobrança de R$ 2 para o banheiro


Nem só de momentos alegres, porém, viveram os foliões que compareceram ao bloco. Diante de filas enormes para o alívio, Rafaela Reis foi uma das folionas que não quis esperar na fila até a sua vez. A saída foi se render a um muro, dentro de um estacionamento privado, utilizado por muitos para um rápido alívio. Ela diz que sempre vai ao Fogo e Paixão e já está acostumada a ir direto em comerciantes que cobram pelo "serviço":


— Eu já trago dinheiro trocado porque o banheiro até não fica lotado, mas aqui é mais rápido e já estou por perto.


Ruth, porém, reclama do que ela diz ser o único problema do carnaval:


— Carnaval é perrengue mesmo para ir no banheiro. Não tem problema pagar a mais pra resolver. a gente quer voltar logo — conta a jovem que não se importa em se aliviar em uma parede de um estacionamento. O local particular cobra R$ 2 por usuário.


* Extra/Globo/Notícias/Daniela Kalicheski.




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