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O Brasil ocupa a 2ª posição do mundo, entre os países que registram casos novos de hanseníase

Atualizado: 23 de Set de 2019

Atualmente no Rio de Janeiro são 1.143 pacientes em tratamento contra a doença.




O total de casos de hanseníase voltou a crescer no Brasil, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan). Em 2016, foram registrados 25.218 novos casos da doença. Em 2018, esse total subiu para 28.660, o equivalente a um aumento de 13,6%, motivado pelo reforço das ações de detecção da doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 200 mil novos casos de hanseníase são detectados em todo o mundo anualmente, sendo que Brasil,

Índia e Indonésia concentram 80% desse total.

Atualmente, estão em tratamento 1.143 pacientes no Rio de Janeiro, distribuídos em 64 (70%) municípios do Estado. Ao longo dos últimos cinco anos, 1.687 casos apresentaram algum grau de incapacidade física. O número, no entanto, pode não representar a totalidades dos casos existentes devido à dificuldade da identificação da doença, que possui evolução lenta e assintomática, com as lesões na pele como maior indicador da infecção, porém muitas vezes pouco visíveis

A hanseníase, conhecida antigamente como Lepra, é uma doença crônica, transmissível, de notificação compulsória e investigação obrigatória em todo território nacional. Possui como agente etiológico o Micobacterium leprae, bacilo que tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, e atinge principalmente a pele e os nervos periféricos,


Com capacidade de ocasionar lesões neurais, conferindo à doença um alto poder incapacitante, principal responsável pelo estigma e discriminação às pessoas acometidas

pela doença.


A infecção por hanseníase pode acometer pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade. Entretanto, é necessário um longo período de exposição à bactéria, sendo que apenas uma pequena parcela da população infectada realmente adoece.


A hanseníase é uma das doenças mais antigas da humanidade. As referências mais remotas datam de 600 a.C. e procedem da Ásia, que, juntamente com a África, são consideradas o berço da doença. Entretanto, a terminologia hanseníase é iniciativa brasileira para minimizar o preconceito secular atribuído à doença, adotada pelo Ministério da Saúde em 1976. Com isso, o nome Lepra e seus adjetivos passam a ser proibidos no País.


O Brasil ocupa a 2ª posição do mundo, entre os países que registram casos novos. Em razão da elevada carga, a doença permanece como um importante problema de saúde pública no País.

Mini currículo


Sobre o Dr. Tiago Silveira –


Concluiu a graduação em Medicina pela Universidade do Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 2008 e residência médica em Dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


Obteve Título de especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e MEC.


Cursa o Mestrado em Clínica Médica/Dermatologia pela UFRJ.

É Preceptor/coordenador de ambulatórios de atendimento em dermatologia geral e cosmiatria do Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay (IDPRDA) – Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.


Exerce ainda atividade profissional em clínicas dermatológicas privadas. É participante ativo, além apresentador de aulas e trabalhos em cursos de atualização, congressos e jornadas.

* Douglas Arantes - Assessor de Imprensa - foto: Divulgação.






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