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Polícia Militar do Rio pode ter reforço feminino com mais de 200 concursadas


Alerj votará na terça-feira proposta para que candidatas preencham vagas ociosas destinadas a homens



Se a Alerj aprovar e o governo sancionar, Polícia Militar do Rio ganhará mais policiais mulheres - Marcelo Horn.


Uma costura política entre o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), e o governo Wilson Witzel vai levar ao reforço de pessoal na Polícia Militar, mais precisamente, contando com mais de 200 policiais mulheres. A Casa votará, na terça-feira, projeto de lei de autoria de Ceciliano que autoriza o Poder Executivo a ocupar as vagas remanescentes de concurso destinadas ao sexo masculino para candidatas do sexo feminino que tenham obtido pontuação necessária.


A expectativa é de aprovação pelos parlamentares, principalmente por atender à demanda da Segurança Pública. Havendo sanção do texto pelo governador Witzel, as contratações serão pagas com recursos da Alerj, mediante um acordo que o Legislativo fez com o Executivo para as convocações na área de Segurança.


Concurso de 2014



A proposta não especifica o ano do concurso e amplia essa possibilidade de 'remanejar' vagas por gênero para a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros. Mas como há uma fila grande de espera de mulheres aprovadas na seleção de 2014 para praças da Polícia Militar, a medida vai beneficiar esse grupo.


214 candidatas


De acordo com integrantes da comissão dos concursados, as conversas das candidatas aprovadas com representantes do governo e o presidente da Alerj são para conseguir ocupar as vagas de candidatos do sexo masculino, que estão ociosas já que não houve número suficiente de aprovados, com 214 candidatas que fizeram a pontuação necessária.


Regime de urgência


O texto vai ao plenário da Assembleia em regime de urgência. E o chefe do Legislativo afirmou à Coluna que está em tratativas com o governador sobre o assunto. Além disso, levou à Casa Civil os detalhes para que a pasta faça o parecer técnico.


Mesma carga horária


"Com a autorização legislativa o preenchimento dessas vagas é plenamente possível, pois é o mesmo concurso e a mesma carga horária (masculino e feminino). Há vagas abertas e devemos preenchê-las. Elas passaram e estão com pontuação maior do que os últimos (homens) convocados", declarou Ceciliano.


Agonia pela espera


Integrantes da comissão de concursados de 2014 lembram que na época havia oferta de 6 mil vagas, sendo 5.400 para homens e 600 a mulheres. Houve número maior de aprovadas do que a quantidade de vagas femininas, não acontecendo o mesmo para candidatos do sexo masculino.


* O DIA/Por PALOMA SAVEDRA.









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