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Sucesso dos bancos digitais: mais rentáveis e com tarifas reduzidas


Conta da Nubank tem rendimento maior que a poupança - foto: Reprodução.


Dez anos atrás, os bancos virtuais não existiam, mas, nesse intervalo de tempo, ganharam reputação com taxas competitivas frente ao mercado tradicional, desbancando instituições de peso na preferência dos brasileiros.


As três primeiras colocações do levantamento Forbes sobre os melhores bancos brasileiros em 2019 foram ocupadas por empresas digitais — Nubank, Inter e Neon, respectivamente — seguidas pela Caixa Econômica e pelo pelo Itaú Unibanco. Em outros 21 países onde a pesquisa foi feita, a liderança foi conquistada por um banco virtual. A exceção foram os Estados Unidos.


Os critérios de avaliação foram confiança, termos e condições, atendimento ao cliente, serviços digitais e consultoria financeira. Para o professor da FGV SP e autor do livro “Tecnologia Bancária No Brasil – Uma História de Conquistas, Uma Visão de Futuro”, Fernando Meirelles, o sucesso dos bancos virtuais está em investir em um nicho de clientes e oferecer todas as soluções que esse grupo precisa.


— A primeira coisa que oferecem melhor são as tarifas, porque jovem tem alergia à tarifa. Ele não faz questão de agência, não carrega dinheiro, não sabe nem que é cheque e paga até cafezinho com cartão — explicou.


Foi justamente isso que motivou o servidor público Ricardo Caraça, de 30 anos, a fazer a portabilidade do seu salário do Banco do Brasil para o Nubank. Cliente há dois anos do banco virtual, conta que, antes, pagava taxa de manutenção de R$ 20 e tinha direito a apenas uma transferência gratuita para outros bancos. Se precisasse realizar mais transações, tinha que pagar uma taxa extra. No banco virtual, tem o serviço ilimitado.


— Quando ia a um churrasco e precisava contribuir, era muito ruim transferir R$ 20 para outra pessoa e pagar R$ 7,50 de tarifa. Tinha um gasto extra de quase metade do valor — exemplificou.


De acordo com o Nubank, 70% dos clientes têm menos que 36 anos. O engenheiro Gabriel Freguglia, de 26 anos, faz parte dessa estatística. Ele valoriza a possibilidade de trocar o limite do cartão pelo celular e de adiantar faturas:


— Se você precisa de limite, tem como adiantar pagamentos para fazer novas compras. Além disso, há redução das faturas se você adiantar.


Comparar para ter certeza

De acordo com o consultor do site Bem Financeiro Adenias Filho, outro fator que atrai cada vez mais clientes para contas digitais é a rentabilidade maior que a da poupança:


— Ao deixar o dinheiro como se fosse na conta corrente, há outras oportunidades que remuneram o capital. Já nos grandes bancos, o dinheiro praticamente fica parado.


No Nubank, tudo que é aplicado rende 100% do Certificados de Depósito Interbancário (CDI). Colocando R$ 2.500 na NuConta e fazendo aportes de R$ 200 por mês, em cinco anos, o correntista terá R$ 453,58 a mais que se tivesse guardado na caderneta. No Neon, as quantias são alocadas em CDBs (Certificados de Depósito Bancário) do Banco Votorantim, que rendem de 95% a 101% do CDI, enquanto o Inter oferece produtos de renda fixa e variável pela Plataforma Aberta Inter. Para testar qual seria melhor para seus interesses, a administradora Kalina Barsante, de 27, abriu contas em quatro bancos virtuais e conseguiu eleger seu preferido:


— O banco Inter é o único sem tarifa. Faço saques em bancos 24h de graça.


* Extra/Globo/noticias/economia/Letycia Cardoso.









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