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Variação tática é o melhor legado do Vasco em classificação que deveria ser mais tranquila

Equipe apresenta solidez defensiva ao atuar com três zagueiros no empate com o Caracas, mas pouco produz ofensivamente em passagem às oitavas de final da Sul-Americana


O Vasco não teve boa atuação, mas o empate com o Caracas foi suficiente para avançar às oitavas de final da Sul-Americana. Ao atuar com três zagueiros, a equipe apresentou uma solidez defensiva até então não vista neste começo de trabalho de Ricardo Sá Pinto. A manutenção da baixa produção ofensiva, um problema desde o começo do ano, impediu que a classificação fosse mais tranquila.


Neste contexto, a variação tática foi o maior legado da noite de quarta-feira na capital da Venezuela. Algo tão cobrado na época de Ramon Menezes e que, em duas semanas e meia, o português começou a experimentar. Só o tempo e, por óbvio, o desempenho dirão se o esquema tático efetivamente mudará.



Ricardo Sá Pinto estreou novo esquema no Vasco — Foto: Conmebol


Para controlar o jogo aéreo, a segunda bola e ter superioridade numérica ao defender, Sá Pinto apostou na formação com três zagueiros: Talles, sem as melhores condições físicas, deu lugar a Ricardo Graça. O time variou entre o 3-6-1 e o 3-5-2 ao ter a bola. Sem ela, defendeu com linha de cinco - os laterais Pikachu e Neto Borges, este outra novidade na jornada, recuaram e congestionaram o setor de criação do adversário.


Deu resultado. O Vasco praticamente não foi ameaçado, bem diferente do 1 a 1 com o Goiás no domingo. Das nove finalizações do Caracas, apenas três foram no gol. E apenas uma exigiu boa defesa de Fernando Miguel: a cabeçada de Blanco no segundo tempo.


Sem correr riscos defensivos, o Vasco poderia ter tido postura mais ousada na frente. Não o fez. Não por ter se acomodado na vantagem do 1 a 0 no Rio, mas porque faltou qualidade e competência. Situação igual dos outros confrontos, nos quais Sá Pinto atuou no 4-2-3-1.



Jogadores do Vasco comemoram classificação às oitavas da Sul-Americana — Foto: CONMEBOL


Exemplo: o zagueiro Villanueva, do Caracas, foi expulso aos 21 minutos do segundo tempo. Mesmo com um jogador a mais, o Vasco pouco pressionou o time da casa. Terminou o jogo com praticamente a mesma posse de bola (50,1% a 49,9%). A verdade é que faltou criatividade e velocidade, em especial. O toque de bola foi burocrático e, com transição lenta, facilitou a marcação rival.


Léo Gil teve intensidade no meio, mas Andrey pouco contribuiu no ataque. Benítez deu mostras do bom futebol, mas ainda não recuperou totalmente a forma física. E Carlinhos foi irregular. Assim, o meio pouco abasteceu Tiago Reis, que só finalizou uma vez: gol anulado por impedimento. As trocas pouco mudaram o panorama. Foram 10 finalizações.


É claro que Sá Pinto teve pouco tempo para melhorar a produção do ataque. O time melhorou na defesa, está mais compacto e organizado. Precisa de tempo. Até lá, pode curtir a vaga nas oitavas, o que não acontecia desde 2011. E, claro, deve melhorar no Brasileiro. A começar contra o Palmeiras, domingo, em São Januário.


* https://globoesporte.globo.com/Por Hector Werlang — Rio de Janeiro.






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